O guia Guia da Casa do Sino

Onde comer

Tarouca é pequena, e é justamente por isso que vale a pena saber para onde ir. As melhores mesas da região não estão todas na cidade: algumas ficam a poucos quilómetros, numa aldeia que se atravessa sem dar por ela, e não têm sítio na internet nem reservas online.

Estas são as casas a que voltamos, da porta ao lado até ao Douro. Não são todas as que há: são as que recomendaríamos a um amigo que ficasse em nossa casa.

Em Tarouca e à volta

Começa na cidade, a pé de casa, e vai até Ucanha e Gouviães, que é onde se come a comida desta terra.

Restaurante Lumik

Tarouca, na cidade, a pé de casa

A mais perto de todas, e a única que se faz a pé sem pensar no carro. Cozinha portuguesa de todos os dias, doses generosas e conta curta. É a solução para a primeira noite, quando se chega tarde e já não apetece sair da cidade.

O que pedir: o prato do dia, que é onde a casa se mostra.

  • MoradaAvenida Ananias do Carmo Santos 76, 3610-020 Tarouca
  • Telefone913 308 089
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • A saberA escolha óbvia para quem chega tarde ou não quer pegar no carro

Tony's Bar

Tarouca, a pé de casa, ao pé da Alcácima

O café a pé de casa, a dois passos do Miradouro da Alcácima. É onde se toma o café da manhã antes de sair, ou se lancha no regresso, sem pegar no carro.

Quando ir: de manhã, antes de sair, ou ao lanche, junto com a subida à Alcácima.

  • MoradaAvenida Vice-Almirante Adriano Savedra, Tarouca
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • A péA Alcácima fica a setenta metros, e a Igreja Matriz logo abaixo

Restaurante Marisqueira O Solar

Tarouca, no Castanheiro do Ouro

A casa grande da zona, com vista aberta sobre Tarouca e a Serra de Santa Helena. Faz marisco e grelhados a sério num sítio onde o mar fica longe, e é o lugar certo quando se quer uma mesa com vista e um almoço que não acaba depressa.

O que pedir: o bacalhau à Solar, o polvo à lagareiro ou o cabrito assado.

  • MoradaLugar da Tapadinha, Castanheiro do Ouro, 3610-119 Tarouca
  • Telefone254 678 820
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • A saberTem estacionamento à porta e sala grande, dá para grupos

Eira & Sabores

Gouviães, na Rua da Ponte

Cozinha da região sem rodeios, em casa de família. Entra-se pelo cheiro, que é o melhor cartão de visita que um restaurante pode ter, e sai-se a precisar de caminhar um bocado. As doses são de quem não conta ao grama.

O que pedir: os milhos no pote e a marrã.

  • MoradaRua da Ponte 10, Gouviães, 3610-033 Tarouca
  • Telefone963 422 486
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • A saberFica a dois passos da Ponte da Ucanha, dá para juntar as duas coisas no mesmo passeio

Pote Preto

Ucanha, ao pé da ponte

Só abre ao fim-de-semana e só com reserva, o que diz quase tudo. Cozinha-se em potes de ferro ao lume, à moda antiga: javali, cozido à portuguesa, milhos, feijoca. As entradas e as sobremesas são em buffet, e até o leite-creme sai do pote. Fica mesmo ao lado da Ponte da Ucanha.

O que pedir: o javali no pote, e deixe espaço para o leite-creme.

  • MoradaRua da Torre 14, Ucanha, Tarouca
  • Telefone913 509 757
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • AbreSó ao fim-de-semana
  • A saberReserva obrigatória. Não aparecer sem telefonar

Tasquinha do Matias

Gouviães, junto à Ponte da Ucanha

É a casa dos milhos no pote, e há quem faça o caminho de propósito só por isso. Um prato de lavrador, cozinhado devagar com legumes e carnes de porco, que chega à mesa no pote de ferro de três pés em que foi feito. Não é comida para quem tem pressa nem para quem vem com pouca fome.

O que pedir: os milhos no pote. Se não for dia disso, a posta.

  • MoradaRua da Ponte, Gouviães, 3610-033 Tarouca
  • Telefone254 677 327
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • FechaSegunda-feira
  • A saberTelefone antes, sobretudo ao fim-de-semana

Em Lamego

A quinze minutos, quando apetece uma noite fora de Tarouca.

Douro Excellence

Lamego, a quinze minutos

Quando se quer sair de Tarouca e jantar a sério, é aqui. Petiscos bem pensados e cozinha de autor com a despensa da região, num registo que não é o das casas de aldeia. É dos restaurantes mais bem classificados de Lamego e a sala é pequena.

O que pedir: deixe-se levar pelos petiscos do dia.

  • MoradaRua Macário de Castro, Largo da Vitória, 5100-149 Lamego
  • Telefone969 686 787
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • A saberReserve com antecedência. Não abre todos os dias da semana

Tasquinha dos Cansados

Lamego, na Avenida Dom Egas Moniz

O nome é um programa: a casa nasceu para ser refúgio de quem anda cansado do barulho, e cumpre. Cozinha portuguesa sem pose, sala pequena, e a conversa acaba sempre por passar de mesa em mesa. É o oposto de um jantar apressado.

O que pedir: o que houver do dia, e tempo para ficar.

  • MoradaAvenida Dom Egas Moniz 1163, 5100-196 Lamego
  • Telefone928 294 264
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • FechaSegunda e terça
  • HorárioDe quarta a domingo, ao almoço e ao jantar

Casa da Rua

Lamego, na Rua de Almacave

É a casa mais bem classificada de Lamego, e é gente da casa a servir: marido e mulher, poucas mesas, muito cuidado no que sai. Petiscos com produto próprio. Sendo pequena, enche depressa.

O primeiro passo: marcar mesa. São poucas e enchem depressa.

  • MoradaRua de Almacave 48, Lamego
  • Telefone968 859 127
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • Ainda não fomosEntrou nesta lista pela reputação, não pela nossa mesa. Vamos confirmá-la
  • A saberAbre poucos dias por semana. Telefone antes de ir

O Sousa

Lamego, na rua do castelo

Na rua que sobe para o castelo, na parte velha de Lamego. Petiscos e cozinha portuguesa sem pretensão nenhuma, em doses que não enganam ninguém. É tasca no melhor sentido da palavra, e serve tanto para um almoço rápido como para uma noite que se estica.

O que pedir: vários petiscos para o meio da mesa.

  • MoradaRua do Castelo 25, 5100-128 Lamego
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • Ainda não fomosEntrou nesta lista pela reputação, não pela nossa mesa. Vamos confirmá-la
  • A saberFica no casco antigo, a subir para o castelo. Vá a pé

No Douro, na Régua

A meia hora, e a paragem natural de um dia passado no rio.

Galripo Brunch & Coffee

Peso da Régua, para a manhã

Num registo completamente diferente do resto desta lista. Fica dentro da Régua, que é onde quase sempre começa um dia no Douro, e serve um brunch a sério: panquecas, tostas francesas e pratos de sal bem apresentados. Vale a pena sair de Tarouca mais cedo e tomar aqui o pequeno-almoço antes de subir o rio.

O que pedir: as panquecas ou as tostas francesas.

  • MoradaAvenida João Franco, Peso da Régua
  • Telefone923 177 916
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • A saberSala pequena e muito procurada ao fim-de-semana. Reserve

Locomotiva Wine & Gourmet

Peso da Régua, nos armazéns da estação

Nos antigos armazéns de mercadorias da estação, com a linha do Douro à frente, que é a mesma por onde o vinho descia para o Porto. Cozinha duriense com uma volta contemporânea e uma carta de vinhos à altura do sítio. É o tipo de lugar que justifica ficar na Régua até ao jantar.

O que pedir: peça conselho sobre o vinho, é para isso que a casa existe.

Aneto & Table

Peso da Régua, junto à estação

Porta ao lado da Locomotiva e com o rio à frente. Nasceu de uma casa de vinhos e ainda se nota: come-se bem, mas é a garrafa que manda a conversa. Boa escolha para um almoço demorado com o Douro à vista.

O que pedir: os pratos da casa com o vinho que lhes sugerirem.

  • MoradaArmazém Estação Régua, Loja B1, 5050-280 Peso da Régua
  • Telefone254 323 120
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • FechaDomingo
  • A saberServe almoços de terça a sábado; à segunda só jantar

Tasca da Quinta

Peso da Régua, no centro

Uma sala pequena no centro da Régua, de petiscos portugueses e sem nada de encenado. É de longe a mais informal desta lista, e é isso que a torna boa. Só serve jantares, e enche.

O que pedir: vários petiscos para o meio da mesa, em vez de um prato por pessoa.

  • MoradaRua do Marquês de Pombal 42 r/c, 5050-282 Peso da Régua
  • Telefone918 754 102
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • FechaSegunda-feira e domingo à noite
  • A saberAbre só ao jantar, a partir das 19h

A bôla

Não é um restaurante, é um prato, e merece cabeçalho próprio. Leve uma para casa ao menos uma vez.

Telebôla

Lalim, a caminho de Lazarim

A bôla de Lamego é um pão recheado, de carne, de sardinha ou de bacalhau, e aqui faz-se no forno a lenha, que é o que lhe dá a diferença. Fica a caminho de Lazarim e é a paragem que se combina com a visita ao museu das máscaras. Leva-se para casa ainda quente.

O que pedir: a de carne, que é a receita tradicional. E, para os mais corajosos, a de vinha d'alhos.

  • MoradaLugar de Penedarca, Lalim, 5100-549 Lamego
  • Telefone254 699 846
  • No mapaAbrir no Google Maps
  • FechaSegunda-feira
  • HorárioDe terça a domingo, das 7h30 às 20h
  • A saberTem serviço de levar para fora. É o que os hóspedes mais pedem para o caminho
  • EncomendasPara não ter de esperar, encomende a bôla antes

Pastelaria da Sé

Lamego, no Edifício Dom Diniz

Chamam-lhe a Casa das Bôlas, e o nome diz tudo. É a referência da bôla em Lamego, e há-a de carne, de bacalhau, de sardinha e de presunto. Leve uma inteira, que dá para o dia, ou coma uma fatia ao balcão com um café antes de subir ao santuário.

O que pedir: a de carne, que é a receita tradicional, e a de bacalhau a seguir.

Duas coisas que convém saber

Fora das cidades, quase toda a gente fecha um dia por semana e muitas casas só servem almoços durante a semana. Um telefonema antes de sair de casa poupa uma viagem.

Ao domingo ao almoço enche tudo, e ao fim-de-semana de Verão ainda mais. Na Régua, em época de vindimas, reserve com dias de antecedência.

Ainda não tem onde ficar?

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